16 junho 2011

Nada mesmo!

Na maioria das vezes eu tenho muito a dizer.
Na verdade sempre tenho muito a dizer. Porém o problema está em conseguir fazer com que eu vomite tudo o que fica "zapeando" pela minha cabeça.
Esta aí... Todos os dias me organizo, penso em tudo aquilo que eu preciso falar: no assunto, cada questão, cada justificativa talvez, cada verdade, cada desabafo, cada reclamação, cada bobeira, enfim...
Fico cheia de mim, conservada no objetivo de conduzir tudo aquilo a alma do seguinte. Pessoa por quem fiz questão de desativar o modo "atenta" para afundar-me no íntimo e sobrepor a pele de verbo.
Tudo certo até que te vejo. Já era objetivo! Adeus organização...
Eu poderia falar nos mínimos detalhes tudo o que me distrai, mas resumindo, é só me olhar em silêncio e já era. Pior ainda se me perguntar "o que você está pensando?"  
  - "Em nada... " NADA MESMO! Talvez até estivesse ( com certeza estava), mas ao falar comigo, ao olhar pra mim, juro que esqueço, tudo vira abstrato. 
Sendo assim, não minto em dizer que estava  pensando em nada, porque a hora que me perguntou, tudo virou fumaça. E não me importo se não me deixar falar, caso tenhamos uma discussão, porque no final nunca conseguiria mesmo falar tudo e do jeito que eu queria. Eu sei da verdade, o que já é suficiente. E você pode saber quando quiser, perceba como é que eu te olho, como é que eu te toco e se sorrio ou não.
Na hora que estou em silêncio, é a hora que mais falo!



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